Deborah Kelly, treinadora: 'Depois dos 50 anos, não é com mais esforço que se consegue um abdômen definido, mas sim com o treinamento adequado'
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 13:05
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A treinadora sugere três exercícios fáceis e acessíveis, com base em sua própria experiência
Deborah Kelly, treinadora: 'Depois dos 50 anos, não é com mais esforço que se consegue um abdômen definido, mas sim com o treinamento adequado' Depois dos 50 anos, adaptar os exercícios às mudanças do corpo pode fazer diferença nos resultados e na prevenção de lesões. A treinadora Deborah Kelly recomenda três exercícios para fortalecer o abdômen e trabalhar o core após os 50 anos Após enfrentar mudanças provocadas pela perimenopausa, Deborah Kelly decidiu transformar sua maneira de treinar e cuidar do corpo A abdominal trabalha intensamente os músculos do abdômen

Depois dos 50, o corpo deixa de responder às dinâmicas de sempre. Aquela ideia de que quanto mais você sua, mais resultados obtém, começa a falhar justamente quando mais precisamos que funcione. 

Muitas mulheres que chegam a essa fase, em meio à menopausa ou à perimenopausa, percebem que o abdômen é a região que mais sofre com a mudança, e a reação mais comum é pisar no acelerador: mais repetições, mais cardio, mais daqueles abdominais tradicionais.

O problema é que esse corpo já não é o mesmo dos 30 anos. E treiná-lo como se fosse não apenas não dá resultado, como também pode acabar cobrando o preço nas costas ou nas articulações. A treinadora irlandesa Deborah Kelly, conhecida nas redes sociais como @trimteam_ireland, vivenciou isso na pele e compartilhou em uma entrevista para a Women's Health.

Quando o corpo deixa de avisar com antecedência

"Durante anos achei que tinha tudo sob controle, mas a perimenopausa mudou completamente o meu corpo", explicou a treinadora na entrevista. Não foi uma mudança gradual e tranquila: "Engordei muito, algo que nunca imaginei que aconteceria comigo", reconheceu ela, somando-se a isso uma falta de energia que se arrastou por meses.

Quando procurou um médico em busca de respostas, a solução proposta não condizia com o que ela sentia. "Me receitaram antidepressivos, mas eu sabia que não era depressão. Eram sintomas extremos causados pela perimenopausa", relatou. Em vez de seguir esse caminho, ela decidiu construir o próprio método à base de tentativa e erro, algo que admite não ter sido nada fácil. "Eu estava perdendo a vontade de treinar e também a vontade de viver como antes", chegou a confessar.

Foi aí que começou a mudar pequenos hábitos: sair para caminhar pelo bairro nos dias em que não tinha forças para mais nada e rever a alimentação sem transformá-la em uma guerra. "Aprendi a reduzir calorias sem deixar de aproveitar a comida e sem abandonar os treinos", contou. Hoje, ela reconhece que ainda tem metas a alcançar com o corpo, mas que a autoestima e a vontade de viver voltaram com tudo.

Para Kelly, o erro básico de muitas mulheres da sua idade é querer treinar o core como se ainda tivessem 30 anos. "Não se trata de fazer mais abdominais, mas de trabalhar melhor o core e entender como o corpo responde nessa fase", defende.

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Os três exercícios que ela recomenda para trabalhar o abdômen após os 50 anos

Dessa premissa nascem os três exercícios que ela mesma pratica e recomenda para essa faixa etária. O primeiro é o dead bug (inseto morto) com halteres, feito deitada de barriga para cima, segurando um halter enquanto coordena braços e pernas de forma controlada. Ele ativa o core sem sobrecarregar a lombar, algo essencial quando as costas já não perdoam excessos. Para a treinadora, "é perfeito para começar, pois ensina o corpo a se estabilizar".

O primeiro é o dead bug (inseto morto) com halteres, feito deitada de barriga para cima, segurando um halter enquanto coordena braços e pernas de forma controlada © Reprodução/Instagram, @trimteam_ireland

O segundo é o toe taps (toques com a ponta dos pés). Também deitada, você deve descer os pés alternadamente em direção ao chão, mantendo o abdômen contraído durante todo o movimento. 

À primeira vista parece um exercício simples, mas executá-lo corretamente exige precisão: "Se for bem feito, você sentirá toda a parte inferior do abdômen trabalhar", garante.

O segundo é o toe taps (toques com a ponta dos pés) © Reprodução/Instagram, trimteam_ireland

O terceiro, a extensão de pernas com peso (weighted leg extension), adiciona carga ao movimento de estender as pernas enquanto o core permanece firme e a coluna não se curva. 

É, segundo a própria treinadora, um dos seus favoritos "porque combina força e controle".

O terceiro, a extensão de pernas com peso (weighted leg extension) © Reprodução/Instagram, @trimteam_ireland

Como se nota nas imagens, os três exercícios são acessíveis e fáceis de realizar, algo que a treinadora defende como parte essencial de sua abordagem: treinar de forma inteligente, sem forçar o corpo a ponto de lesioná-lo. Uma filosofia que vai ao encontro do que outros profissionais repetem após essa idade: o treino de força, embora desconfortável no início, é o que melhor sustenta o corpo a partir dos 50.

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Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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